Adulto com TDAH: Será que Minha Distração tem Tratamento?

Você já se pegou distraído numa conversa, procrastinando uma tarefa essencial ou sentindo sua mente “pulando” de uma ideia para outra sem controle? Esses episódios podem ser sinais de TDAH em adultos (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) — e sim, há tratamento eficaz.

Neste artigo, vamos explicar o que pode estar acontecendo, por que isso interfere no seu dia a dia e como buscar ajuda, incluindo atendimento com o Dr. João Bomfim, psiquiatra com atuação presencial em Belo Horizonte e teleatendimento.

 

  1. O que é TDAH em adultos?

O TDAH não desaparece com a infância. Estudos estimam que cerca de 2,6% das pessoas acima de 18 anos apresentam TDAH persistente e cerca de 6,8% têm sintomas significativos, mesmo sem diagnóstico formal durante a infância. No adulto, o transtorno costuma se manifestar por desatenção, impulsividade e inquietação mental, e pode se expressar de forma diferente da hiperatividade intensa das crianças.

 

  1. Sintomas comuns em adultos

Entre os sinais mais frequentes estão:

  • Falha de foco em tarefas rotineiras ou pouco interessantes
  • Inquietude mental ou sensação de estar “ligado”
  • Procrastinação e dificuldade para iniciar atividades
  • Desorganização e problemas com gestão do tempo
  • Esquecimentos frequentes, prazos perdidos e descuidos
  • Impulsividade emocional, como respostas rápidas demais ou irritabilidade moderada
  • Oscilações de humor, ansiedade e baixa tolerância à frustração

Esses sintomas podem impactar o desempenho profissional, os estudos, os relacionamentos e até a segurança, como na condução de veículos.

 

  1. Por que fica difícil reconhecer?

3.1 Sintomas parecidos com outros problemas

Muitas vezes, adultos com TDAH são diagnosticados como ansiosos, deprimidos ou com burnout, já que compartilham sintomas — desânimo, insônia, dificuldade de concentração — com o transtorno.

3.2 Estratégias compensatórias

Quem convive com TDAH desde criança acaba criando fusos de organização: listas, lembretes, redes de apoio. Embora úteis, esses “truques” mascaram o problema, atrasando diagnóstico e tratamento.

 

4. Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico exige avaliação por psiquiatra ou neurologista, por meio de entrevista clínica, histórico de infância e questionários como a ASRS (Escala de Autoavaliação para TDAH em Adultos), validada pela OMS. Também é importante identificar comorbidades — como ansiedade, depressão e abuso de substâncias — para um plano de tratamento completo.

 

  1. Opções de tratamento

O tratamento geralmente é multimodal, combinando medicamentos, psicoterapia e ajustes no estilo de vida.

5.1 Medicação

      • Estimulantes (como metilfenidato e anfetaminas): são o primeiro recurso para melhorar atenção, controle de impulsos e organização.
      • Não-estimulantes (atomoxetina, guanfacina) são alternativas para quem não tolera estimulantes, atuando no neurotransmissor noradrenalina.
      • Antidepressivos como bupropiona ou venlafaxina podem ser úteis quando há comorbidade com depressão.

5.2 Psicoterapia

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é frequentemente usada, ensinando estratégias para organização, controle emocional e autorregulação .

Outras modalidades com bons resultados incluem mindfulness (atenção plena), coaching em TDAH, terapia ocupacional e body doubling — técnica em que outra pessoa está por perto para ajudar a manter o foco .

5.3 Estilo de vida e ambiente

Pequenas mudanças no cotidiano fazem grande diferença:

      • Criar rotinas estruturadas, com agendas e lembretes
      • Minimizar distrações: organizar o local de estudo, desligar notificações, usar fones ou música instrumental
      • Exercícios físicos, especialmente aeróbicos, que melhoram a neurotransmissão dopaminérgica
      • Alimentação equilibrada (menos açúcar e carboidratos simples, mais proteínas) favorece o foco mental

 

  1. A eficácia do tratamento

Estimulantes tendem a aliviar sintomas rapidamente, mas não são cura — exigem uso contínuo e monitoramento. Já a TCC e outras terapias estão associadas à melhora da qualidade de vida e habilidades práticas. Combinar abordagens é o caminho mais efetivo — medicamento para regular sintomas e psicoterapia para desenvolver competências.

 

  1. Quando buscar ajuda

Se você percebe que a distração, esquecimento, desorganização ou impulsividade estão prejudicando sua vida pessoal, acadêmica ou profissional, é hora de procurar um especialista. Nem sempre esses sinais são indicativos de TDAH — e é por isso que o diagnóstico profissional é tão importante.

 

Dr. João Bomfim: seu aliado no tratamento

O Dr. João Bomfim, psiquiatra em Belo Horizonte, atua tanto presencialmente quanto via teleatendimento, ideal para quem precisa de flexibilidade e conforto. Com experiência em TDAH, ele pode conduzir avaliação rigorosa, prescrever medicação, recomendar terapias complementares (como TCC, coaching e mindfulness) e orientar mudanças de hábitos que promovem o foco e a qualidade de vida.

Se você suspeita que sua distração não seja simples “preguiça” ou desorganização, agende uma consulta com o Dr. João e explore caminhos seguros e personalizados para retomar o controle e o bem-estar.

 

Referências

 

Dr. João Bomfim: Atendimento em BH e via teleatendimento como caminho para diagnóstico e tratamento eficaz do TDAH adulto.